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QUERIDO IRMÃO,
como é bom falarmos de uma fase tão importante
para nossas vidas. Analisamos o desenvolvimento histórico,
os anseios da sociedade na busca da proteção
ao idoso, a preocupação do Estado e a legislação
pertinente, entretanto, nada disso produzirá um
resultado se não houver um querer. É preciso,
primeiramente, que cada idoso ame a si próprio.
E de que forma? Cuidando de sua higidez física
e mental, buscando alternativas, vencendo barreiras, conscientizando-se
de que podem. Necessidades e adequações
existem em quaisquer idades. Se um jovem não se
cuidar, poderá se transformar num idoso, mas este
se cuidando poderá transformar-se num jovem, isto
sem contar com a experiência de vida, onde devemos
buscar muitas de nossas inspirações.
Trago para vocês algumas colocações
que apresentei em minha monografia para a pós-graduação,
recentemente concluída, e cujo tema escolhido foi
sobre o Estatuto do Idoso, apaixonada que fiquei por pessoas
que considero tão especiais.
No código de Hamurábi, guardado no Museu
do Louvre, numa estela com 282 artigos, encontramos várias
disposições quanto ao direito dos idosos.
Havia também na sociedade primitiva, ante a fragilidade
decorrente da idade e doenças desenvolvidas, uma
proteção ao idoso onde eram atendidos com
prioridade pois serviam-no em primeiro lugar e com os
melhores pedaços de caça, e aqui abro um
parêntesis para dizer-lhes que tal fragilidade e
doenças que muitos idosos desenvolvem, são
frutos do abandono que fazem a si mesmos, não buscando
acompanhamentos e orientações com pessoas
especializadas para tal.
Também em legislação anterior ao
Código de Hamurábi, cujas tábuas
encontram-se no Museu do Louvre, havia princípios
em que o filho que renegasse seu pai poderia ter a mão
cortada ou era vendido como escravo.
A preocupação com o bem estar do idoso é
uma constante em nossas vidas.
A paz de Cristo
Irmã Celeste Titillo
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